Minuta de cortes e investigações marcou o último debate entre Allyson e Cadu.
O último debate entre Allyson
Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT), realizado na quinta-feira (22/10), na
Inter TV Cabugi, foi marcado por acusações, provocações e tentativas de
desconstruir a imagem do adversário.
Um dos principais embates girou
em torno de uma suposta minuta de decreto que, segundo Allyson, prevê R$ 195
milhões em cortes de despesas no governo estadual após as eleições, incluindo
corte de R$ 6 milhões da Uern. Cadu disse desconhecer o documento e levantou a
possibilidade de acesso irregular a sistemas do governo, afirmando não saber se
a minuta é verdadeira ou falsa.
Cadu levou para o confronto a
Operação Mederi, investigação da Polícia Federal que atingiu Allyson quando ele
era prefeito de Mossoró. Também criticou a situação do Nogueirão, desativado há
cerca de dois anos e à espera do início das obras previstas em uma parceria
público-privada (PPP). O petista ainda questionou os parcelamentos de débitos
da Prefeitura com o Previ Mossoró e acusou o adversário de perseguir servidores
públicos.
Críticas
políticas
Allyson rebateu as críticas
políticas citando apoiadores ligados à esquerda, como Ivan Baron, Luizinho
Cavalcante e a prefeita de Pau dos Ferros, Mariana Almeida, para contestar a
associação de sua candidatura ao bolsonarismo. Em sentido contrário, criticou a
aliança de Cadu com Fábio Dantas, ex-vice-governador do período de Robinson
Faria, e resgatou medidas fiscais daquele governo, classificadas por
adversários como um “pacote de maldades”.
Allyson utilizou, por diversas
vezes, a palavra "mudança"enquanto que Cadu voltou a ligá-lo a
Robinson. O petista defendeu a gestão de Fátima Bezerra, mas afirmou que tem
“DNA próprio”.
Na infraestrutura, Cadu destacou
a duplicação da BR-304, o reequilíbrio financeiro do Estado e a terceira ponte
de Natal. Allyson apresentou propostas para destravar licenças ambientais e
prometeu zerar o IPVA de motocicletas de até 170 cilindradas, além da terceira
ponte da capital.
A educação também entrou na discussão, especialmente em meio aos números do Ideb.
Saulo Vale

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