terça-feira, 15 de setembro de 2026

Luiz Eduardo admite dinheiro vivo em casa apreendido pela PF, mas não explica motivo dos saques.

A defesa do deputado estadual e candidato à reeleição Luiz Eduardo (PL) afirmou que o dinheiro apreendido pela Polícia Federal (PF) não foi gasto nem teve finalidade eleitoral. A nota reconhece que os valores foram sacados de contas do próprio parlamentar e permaneciam guardados na residência dele, mas não explica por que o dinheiro foi retirado do sistema bancário e mantido em espécie.

O documento também não informa durante quanto tempo o numerário ficou na residência, em quantas operações foi sacado, qual seria sua destinação nem quanto do total apreendido estava no imóvel do deputado. A defesa classificou a movimentação como “lícita, declarada e de origem plenamente comprovada” e informou que apresentará a documentação às autoridades competentes. Os comprovantes não foram divulgados publicamente.

A manifestação ocorreu após a deflagração da Operação Sem Lastro, nesta segunda-feira 14, em Natal. Por determinação da Justiça Eleitoral, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão e recolheu celulares, documentos, equipamentos eletrônicos e mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro.

Segundo a PF, a operação apura indícios de falsidade ideológica eleitoral e a possível utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha.

A investigação identificou saques em espécie realizados por um servidor do Rio Grande do Norte em circunstâncias que indicariam possível incompatibilidade entre os recursos movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.

Detalhe: Os dados apresentados à Justiça Eleitoral mostram que o deputado Luiz Eduardo declarou patrimônio de R$ 1.343.782,02 na eleição de 2026. 

Com informações no Agora RN

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