Ministério
Público vê “esquema organizado” de pesquisas fraudulentas que puseram Álvaro
Dias na liderança.
O
Ministério Público Eleitoral (MPE) identificou indícios de um “esquema
organizado de produção e divulgação de pesquisas fraudulentas” em levantamentos
que colocaram Álvaro Dias (PL) na liderança da disputa pelo Governo do
Rio Grande do Norte. A conclusão consta em parecer juntado a um processo que
tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN).
Assinado
pelo procurador eleitoral auxiliar Kleber Martins de Araújo, o documento
sustenta que as irregularidades não estariam restritas a uma pesquisa. Ao
analisar levantamentos registrados entre abril e julho, o MPE afirma ter
identificado a repetição de problemas metodológicos, a participação recorrente
dos mesmos profissionais e possíveis conexões entre institutos e empresas
contratantes.
Foram
registradas 26 pesquisas sobre a disputa pelo Governo do Estado entre 3 de
abril e 13 de julho. Desse total, 19 apontaram Allyson Bezerra (União) na
liderança e sete colocaram Álvaro à frente. O parecer afirma que todas as sete
favoráveis ao candidato do PL apresentariam irregularidades documentadas,
envolvendo os institutos Veritá, PNH/Affare, Consult, Ipsensus e Média.
Entre os elementos comuns, o
Ministério Público destaca problemas relacionados à distribuição dos
entrevistados por renda e a atuação do estatístico Augusto da Silva Rocha e do
empresário Thales da Silva Vale, sócio-administrador do instituto Média.
Diante
da situação, o MPE vê a existência de esquema organizado de produção e
divulgação de pesquisas fraudulentas destinadas a influenciar a formação da
vontade do eleitorado”. O órgão acrescenta que o caso recomenda uma “apuração
em amplitude máxima”.
Agora RN