Banco do Brasil suspende consignado para servidores e cobra R$ 337 milhões do Governo do RN.
O
Banco do Brasil cobra ao menos R$ 337 milhões do Governo do Rio Grande do
Norte, valor referente a empréstimos consignados destinados a servidores
públicos do estado.
O
Painel apurou que, desde maio de 2025, o banco suspendeu a oferta dos
consignados aos servidores, aposentados e pensionistas, em razão da
inadimplência da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) com a institução
bancária.
Funcionários do estado dizem, apesar disso, que o
governo tem feito o desconto das parcelas no contra-cheque.
A
coluna teve acesso a uma notificação do banco feita ao governo em maio. No
documento, a instituição financeira diz que a suspensão do convênio não
desobriga o governo de fazer os repasses atrasados.
“Solicitamos
o repasse imediato dos valores consignados na folha de pagamento dos servidores
no importe de R$ 377.414.056,07, apurado até a presente data”, diz o texto da
notificação, enviada pelo Banco do Brasil no dia 22 de maio.
A
gestão de Fátima Bezerra admite o impasse. “O Governo do Estado reconhece a
existência da dívida e mantém tratativas com a instituição financeira para sua
regularização, com a perspectiva de quitação até o final do exercício
corrente”, diz a nota.
O Rio
Grande do Norte vive em crise financeira e fiscal, sendo que somente os gastos
com pessoal consomem 56% da receita líquida estadual. No último dia 30, o
governo publicou um contingenciamento de R$ 497,4 milhões, com objetivo de
adequar os gastos à arrecadação.
Neste
cenário, Fátima Bezerra desistiu de concorrer ao Senado. A governadora, que
está rompida com o seu vice Walter Alves (MDB), tentar emplacar como sucessor o
seu secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT).

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